Eles se conheciam desde sempre. Moravam na mesma rua. Sempre brincavam juntos. Ela tinha 9 e ele 12 anos. Gostavam de assistir o por do sol do telhado da casa dela. Em uma tarde, enquanto esperavam seu ritual sagrado de ver o sol se pondo, ela o indagou: " - Aonde será que estaremos daqui a 10 anos?" " - Não sei!" - respondeu ele, sem dar muita importância. " - E aonde você quer estar daqui a 10 anos?" - ela insistiu em perguntar. " - Eu?" ele pensou bem no que responderia. " - Quero estar aqui!" respondeu ele com firmeza. " - Aqui na cidade? Porquê?" - perguntou ela confusa. " - Aham, daqui a 10 anos, quero estar nesta cidade, neste telhado, junto com a garota mais perfeita que conheço."
Agora ela ficou pensativa.. " - E quem é essa garota?" - Ela perguntou com medo da resposta não ser a que esperava. Ele não respondeu. Apenas sorriu. Ela insistiu em perguntar. " - Quem é ela?" - ela insistiu, irritada.
Ele se virou e beijou-lhe os lábios. Ela ficou parada olhando-o, sem reação. Era seu primeiro beijo. " - Você faz perguntas demais!" disse ele rindo. " - Por acaso essa garota .." Ele a interrompeu com uma risada alta. " - Essa garota só tem um defeito .. ela faz perguntas demais!" ele continou a olhar o por do sol.
Ela enfim cessou suas perguntas, pôs a mão sobre seus lábios lembrando-se do beijo.
Daqui a 10 anos ela também queria estar ali naquele mesmo lugar, com o garoto que amou desde sempre.
Eu sou piegas, definitivamente e inegavelmente piegas. Acho que momentos simples como este são os que marcam nossas vidas pra sempre. Este texto é pauta para a 31ª edição visual do Bloínquês, espero que vocês gostem e que eu ganhe /wee
Estava sentada na proa de um navio, era viagem de final de ano: um cruzeiro com a familia.Havia acabado de receber a carta de aprovação no vestibular de Harvard, se tornaria advogada.Realizou o sonho do seu pai, não o seu. Nunca teve escolha na vida. Sua vida, antes mesmo de nascer já tinha sido traçado pelos seus pais.
Da proa do navio olhou o seu próprio reflexo no mar, via uma menina sonhadora, apaixonada e livre. Ela não era assim, apenas queria ser. Liberdade, paixão e sonhos, eram luxos que nunca lhe foram permitidos pelos pais. Estava lá com aquele vento frio no rosto tentando tomar coragem para dizer que não queria aquilo pra si. Queria ficar no Brasil, com a familia, amigos. Sabia que não seria ouvida.
Novamente olhou para o seu reflexo no mar. Aquela era ela, mas aquela tremula pelas ondas do mar, parecia ser livre, parecia poder sonhar.Olhou novamente para o céu. Estava cansada da vida que levava. Não sentia amor, não amava, não era amada. Não era feliz. Seu reflexo no mar parecia ser.
Levantou-se da proa do navio e olhou novamente o reflexo, era aquilo que queria ser. Olhou para o céu estrelado e se jogou em direção ao mar. Queria encontrar de perto aquela, que era ela, mas que era tudo que ela não podia ser.
Nota do jornal no dia seguinte:
Jovem de 17 anos, filha de importante advogado de São Paulo, se suicida em navio onde fazia um cruzeiro com a familia. Parentes e amigos procuram ainda entender o porquê, a jovem tinha um futuro brilhante pela frente (...)
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Mas sinceramente, acho que ninguém realmente se importou.
Pauta nostalgica para a edição visual do Bloínquês. Sempre escrevo textos de suícidio assim, mas não se preocupem comigo, não me matarei. Beijos ;*
Cansei! Cansei do jeito que você me trata. Você sabe como é sentir que a pessoa que deveria mais te amar no mundo é a que mais te odeia? Isso é uma dor profunda e incuravel que tenho dentro de mim desde sempre. A senhora foi meu pior castigo, meu pior carrasco, minha maior decepção. Não sei se cheguei a te amar algum dia, também não sei se a senhora algum dia me amou, mas isso agora já não importa mais. Fiz o que tinha que ter feito já há muitos anos.. fui embora! A senhora jamais voltará a ouvir falar de mim, acho que sempre foi o que a senhora sonhou não é!? Pois é, realizei seu sonho e o meu também! Vou pra algum lugar onde eu não sinta que sou um estorvo, um peso, uma desgraça pra ninguém. Vou parar de me perguntar o porquê nunca fui digna do seu amor, já não me importa mais! Vou recomeçar uma nova vida, uma vida em que eu possa ser feliz, onde minha alegria não incomode ninguém, onde ninguém tente destruir o raio de alegria que raramente tenho, onde não tentem me separa do único que realmente me ama e se importa comigo.
Não me procure! Ah, até parece que a senhora iria gastar seu tempo me procurando.
Mande um adeus para meu pai e para a minha irmã, que a senhora sempre fez questão me falar que era melhor do que eu em tudo, no fundo eu acho que eles me amavam, mas me tratavam mal porque a senhora sempre os colocou contra mim. E a senhora? Vá pro infermo. Jamais vou te perdoar!
Pauta para a 1º edição de cartas do Bloínquês. É talvez um dia eu tenha coragem de falar isso que está intalado na minha garganta pra minha mãe.
UPDATE:
o texto que havia sido plagiado foi tirado do ar, obrigada a todas vocês que me ajudaram!
O Bloínquês criou um tpc chamado mural da vergonha, lá vocês podem postar os links dos textos plagidos. E mesmo se a pessoa não tirar o texto do ar vai ser super constrangedor!
Eu a conheci na escola, estudávamos juntos. Eu era magrelo e alto, ela baixinha, cabelos cacheados e um sorriso de anjo. Era primário ainda, existia aquele ódio mortal entre meninos e meninas, eu era o único diferente, morria de amores pela Isabel, nunca nenhum amigo meu do primário soube disso, senão eu seria motivo pra chacota.
O tempo passou fizemos 12, 13, 14, 15 anos. Eu já não era tão magrelo, ouvia até as meninas dizerem que eu era bonitinho. Minha Isabel já não era tão baixinha, mas continuava com seus cachinhos dourados e seu sorriso iluminador.
Nessa idade eu já podia ser amigo dela, não havia mais aquele ódio de meninos e meninas. Minha Isabel era sempre simpática, conversava com todos. Aproximei-me dela e comecei ali uma amizade. O tempo foi passando e nos tornamos melhores amigos, era sempre a que ela procurava quando estava triste, eu sempre fazia carinho no cabelo dela enquanto ela chorava e isso sempre a fazia sorrir, aquele sorriso..
Eu era dependente dela e aos poucos ela também se tornou dependente de mim. Foi inevitável, nos apaixonamos, bem.. ela se apaixonou. Eu já era apaixonado por ela desde sempre. Cada vez mais fui me tornando depende dela, do sorriso dela, do cheiro dela..
O tempo foi passando e eu via que minha Isabel estava ficando diferente, se sentia mal muitas vezes, passou a comer menos, a sorrir menos.. Seus pais ficaram muito preocupados, eu mais ainda, o que acontecia com a minha Isabel? Ninguém me dizia o que ela tinha. Eu a via cada vez menos e sentia saudades cada vez mais.
Já fazia mais de uma semana que eu não a via, fiquei sabendo que ela estava no hospital, fui correndo pra lá. Pergunte por ela na portaria, ninguém queria me dizer onde ela estava, ouvi as enfermeiras cochicharem que ela não queria que eu a visse, mas por quê? Insisti tanto, mas tanto que as enfermeiras me disseram onde ela estava. Parei na porta do quarto respirei fundo e entrei foi quando ela se escondeu debaixo do lençol, não entendi muito bem o porque ela fez isso. Me aproximei e chamei-a pelo nome, aos poucos ela saiu de debaixo do lençol, entendi.. ela se escondeu porque estava sem cabelo e não queria que eu a visse daquele jeito, ela me disse que estava se sentindo feia. E eu disse que não a amava somente fisicamente e sim espiritualmente, pois não amamos um corpo e sim uma alma. Ela sorriu, aquele sorriso que eu sentia tanta falta.. aquele sorriso, minha Isabel.
Minha Isabel tinha câncer, infelizmente em um estágio já avançado. Eu passei ao lado dela todas as quimioterapias, fazia o possível e o impossível para fazê-la sorrir.
Um sorriso.. Algo cada vez mais raro no seu rosto fraco, pálido e debilitado.
Era Novembro, ainda me lembro. Isabel estava fraca, respirava com dificuldades.. eu me sentei bem pertinho dela, segurei a sua mão e comecei a relembrar com ela momentos felizes nossos. Ela com o resto de força que tinha apertou minha mão, parei de falar e notei que ela queria dizer algo. “ – eu te amo!” disse ela, e sorriu. Um sorriso irradiante, fascinante que me estremeceu, de repente sua mão soltou a minha, seus olhos se fecharam, seu coração parou de bater. Uma lágrima escorreu em meu rosto, uma parte de mim havia morrido ali também. Segurei firme a sua mão, beijei a sua testa e disse: “ – vá em paz minha pequena Isabel” – saí do quarto desconsolado.
Teria que viver a minha vida sem ela.. mas aquele último sorriso dela sobreviveu aos anos e toda vez que eu fechava meus olhos eu conseguia enxergar aquele lindo sorriso da minha linda Isabel.
"Não preciso me drogar para ser um gênio.
Não preciso ser um gênio para ser humano,
mas preciso do seu sorriso para ser feliz"
(Charles Chaplin)
Pauta para: Ed. conto/história e musical do Bloínquês e para a 30ª edição do Blogueando
Jéssica Pereira,
21 anos - RJ
Estudante de Direito na UFRRJ, casada desde 29/12/2012 com Jeferson de Souza s2,
se interessa por webdesign, x-bacon, fotografia, videogame, doce, pizza e livros
"Ela era ferozmente independente(...) Brilhante, linda e brava. Em pouco tempo, ela cresceu mais do que qualquer pessoa que já conheci. Ela vai mudar o mundo algum dia. E nem sei se ela sabe disso." OTH
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Hoje , não há ninguém que acreditasse que nosso amor iria funcionar. Mas eu acho, que ninguém entendeu o amor que eu sentia por você. Porque se eles entendessem, nunca teriam duvidado de nós. Por isso eu quis casar com você. Porque hoje, quando eu olho nos seus olhos, meu amor por você só cresce,(...) E esse amor nunca vai passar. É isso que eu prometo, hoje e sempre. OTH